Maratona 02

Publicado por Ricardo Gaúcho Em 26 setembro 2017 Comentários desativados em Maratona 02
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01 [C]

Oparin defendia a Hipótese Heterotrófica para a origem da vida. Segundo esta hipótese, a vida ser o resultado de um processo de evolução química em que moléculas simples teriam atingido uma complexidade tão grande a ponto de atingir o estado vivo.

Dentro desta lógica, é de se supor que as primeiras formas vivas eram extremamente simples e não apresentariam a complexidade e os mecanismos enzimáticos para produzirem as substância necessárias a sua sobrevivência. Desta forma, supõem-se que este primeiros e primitivos seres apenas consumiam a matéria orgânica que existia no oceanos primitivo. Por isso, estes primeiros seres eram chamados de heterótrofos e, por consequência, a hipótese ser chamada de Hipótese Heterotrófica.

 

A atmosfera primitiva da Terra, segundo a hipótese Heterotrófica, era constituída principalmente de: hidrogênio, amônia, metano e vapor d’água.

Observe que ainda não havia o gás oxigênio. A ausência de oxigênio na atmosfera permite falar em caráter redutor e não oxidante.

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02. 12[04, 08]

01.(F) Oparin desenvolveu sua hipótese para tentar explicar a origem da vida e não a origem do planeta. Claro que Oparin estimava uma origem muito antiga para nosso planeta, mas nada muito preciso.

02.(F) A atmosfera primitiva da Terra, segundo a hipótese Heterotrófica, era constituída principalmente de: hidrogênio, amônia, metano e vapor d’água, ou seja, BEM diferente da atmosfera atual.

04.(V) A matéria orgânica formada na atmosfera seria trazida pelas chuvas primitivas para o solo quente. Este calor acelerava ainda mais as reações químicas, formando cada vez mais tipos diferentes de matéria orgânica no planeta.

08.(V) Os coacervados eram estruturas físico-químicas que espontaneamente se formavam nos oceanos primitivos. As proteínas aglomeravam-se na região central que era envolvida por uma espessa camada de água. O conjunto, então, era envolvido por uma fina camada de gordura e o conjunto se mantinha estável no passar do tempo. Esta organização apresentada pelos coacervados leva os cientistas a acreditarem que ele seria uma estrutura ancestral muito remota das primeiras protocélulas. Lógico que os coacervados não eram seres vivos ainda, mas, parece que a arquitetura das células modernas já estava presente em seu esquema.

 

16. Os coacervados seriam estruturas físico-químicas que espontaneamente se formavam nas condições ambientais da Terra primitiva, no entanto, não eram vivas.

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03. [C]

a)(F) Genótipos incompatíveis podem se expressar na formação de híbridos inferiores ou estéreis (mecanismo pós-zigótico). Genótipos incompatíveis podem TAMBÉM não se expressar de forma alguma. Pode ser que esta incompatibilidade impeça a fecundação, devido ao fato de que os órgão genitais sejam tão diferentes que não seja possível a cópula entre os animais. Sem cópula, sem fecundação (mecanismo pré-zigótico). Assim, o problema desta alternativa está na palavra “inexorável”.

b)(F) Nem sempre a hibridação produz indivíduos inferiores. Às vezes o novo tipo híbrido pode ser bem melhor que o tipo normal. Em sendo melhor, a tendência é seu número aumentar na população pelo processo de seleção natural. Assim, o tipo híbrido pode até suceder o tipo que até então era normal. Além disso, os híbrido não são obrigatoriamente de baixa estatura. Até podem ser de baixa estatura, mas não é só esta característica que pode ser formada pela hibridação.

c)(V) A especiação simpátrica é um processo de formação de novas espécies que ocorre em um mesmo território. Caso a especiação simpátrica ocorra, ela se deu numa mesma área onde conviviam os tipos originais de organismos. Se houve a especiação, houve a diferenciação genética do grupo, apesar de estarem juntos com os demais, afinal, a especiação foi simpátrica.

 d)(F) Organismos capazes de produzir descendentes podem já estar em adiantado estágio de especiação. São de subespécies (raças) diferentes, ainda reproduzem, mas, já estão se diferenciando rumo à especiação. O erro da afirmativa está em “não devem apresentar diferenças significativas”. Organismos em processo de especiação vão acumulando ao longo do tempo cada vez mais diferenças genéticas em seu genótipo. Quando mais o tempo passa, mais diferentes se tornam. Até que chega o momento onde o cruzamento não é mais possível ou os filhotes são inviáveis ou estéreis.

e)(F) O isolamento geográfico em populações alopátricas, isto é, isoladas geograficamente, favorece uma DIFERENCIAÇÃO cada vez maior do conjunto gênico durante o processo de especiação. Assim, o material genético dos grupos isolados vão se diferenciando, se distanciando e não de aproximando como afirmado.

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04. 27[01, 02, 08, 16]

01.(V) Caso uma mutação genética gere uma característica que aumente a chance de sobrevivência do organismo, este novo tipo tende a aumentar na população. Imagine que a mutação tornou a audição melhor em uma presa. Ela ouvirá a aproximação do predador antes que os demais. Sua chance de sobrevivência aumenta. Por seleção natural, este novo gene tende a aumentar na população. Pense o mesmo em relação à sobrevivência de bactérias a um antibiótico.

02.(V) Considere que células somáticas são as células do corpo (soma). Já as células germinativas são as células reprodutoras – espermatozoides e óvulos. Caso uma mutação ocorra em uma célula do fígado de um animal, está mutação desaparecerá quando o animal morrer, uma vez que mutações somáticas não são passadas de pais para filhos. O pai ou a mãe não passam células de seu fígado para o filho. O que se passa para o filho são as células germinativas (espermatozoides e óvulos). As mutações são erros aleatórios que ocorrem no material genético e podem ocorrer em qualquer tipo de células, trata-se apenas de uma questão estatística. As mutações importantes para o processo evolutivo são aquelas que ocorrem em células ou nos espermatozoides ou nos óvulos, uma vez que podem ser transmitidas para as novas gerações.

04.(F) Os inseticidas ou os antibióticos são substâncias químicas que podem matar ou não insetos e bactérias, dependem da estrutura genética de cada organismo. Com ou sem interferência humana, a resposta dos organismos às mudanças ambientais é a mesma: ou o organismo vive ou o organismo morre. Eis o processo de seleção natural. Os melhores, os mais bem adaptados, aqueles que possuem uma material genético mais aprimorado vão sobreviver. Caso contrário, morrem. Se o ser humano ou um vulcão em erupção lançaram substâncias anormais no ambiente, os organismos vão sobreviver ou não. O processo sobre quem vive ou morre é a tal SELEÇÃO NATURAL.

08.(V).

16.(V)

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05. [A]

a)(incorreta) Ora, se foi em um arquipélago, é sinal que foi em um conjunto de ilhas. Assim, animais diferentes se desenvolveram em ilhas diferentes, ou seja, um processo ALOPÁTRICO e não simpátrico como afirmado.

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06. [A]

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07. [A]

a)(V) – Raciocínio:

  1. A espécie A se alimentava de sementes de vários tamanhos, o que nos permite concluir que a espécie A tinha representantes de bico pequeno, bico médio e bico grande, conforme o tamanho da semente que comiam.

  2. Segundo o enunciado, a espécie B se alimentava de sementes grandes, portanto, tinha bico grande.

  3. A espécie B, por comer sementes grandes como as aves de bico grande da população A, entrou em COMPETIÇÃO com as aves de bico grande da espécie A.

  4. Segundo o enunciado, a espécie B é mais eficiente que a espécie A na obtenção das sementes grandes.

  5. Assim, com o tempo, sobra menos sementes grandes para as aves de bico grande da espécie A comerem.

  6. As aves de bico grande da espécie A entram em declínio e diminuem em número, uma vez que estão perdendo a competição.

  7. As aves de bico grande da espécie B aumentam em número e passam a dominar o nicho ecológico, uma vez que estão ganhando a competição.

  8. Com o tempo, o tamanho médio do bico das aves da espécie A diminuiu, uma vez que as aves de bico grande foram perdendo a competição para as aves da espécie B.

  9. Assim, a evolução das aves da espécie A seguiu na DIREÇÃO das aves de bico menor, ou seja, a espécie A passou a ter uma população maior de indivíduos com bico menor.

  10. As aves da espécie A evoluíram na direção do bico menor, ou seja, foi um caso de evolução DIRECIONAL.

b)(F)Uma vez que a espécie B comia apenas sementes grandes, não houve influência direta nas aves de bico pequeno da espécie A.

c)(F) O enunciado deixa claro que o tamanho médio do bico da espécie A DIMINUIU. Para ser classificada como uma seleção ESTABILIZADORA é preciso que apenas a população de aves de bico médio cresça e as populações de aves de bico pequeno e de bico grande diminuam, o que não ocorreu.

d)(F) O enunciado deixa claro que a variável é o tamanho do bico e não questões de ordem sexual que afeta o direcionamento evolutivo destas aves.

e)(F) Mutações são processos aleatórios e não são INDUZIDOS pela chegada de espécies concorrentes.

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08. [B]

b)(V) Observe que, no segundo momento, a população de animais de coloração intermediária diminuiu expressivamente, enquanto que os animais de coloração extrema da curva aumentaram bastante.

No primeiro momento, os animais de coloração intermediária eram mais bem sucedidos em sua sobrevivência no meio. De alguma forma levavam vantagem sobre os demais e conseguiam viver mais tempo e reproduzir mais. Já os animais que tinham uma pelagem muito clara ou uma pelagem muito escura levavam desvantagem e suas populações ficavam reduzidas, como o gráfico mostra nos extremos da curva. De alguma forma pode ser que fossem mais atacados por predadores, daí serem populações bem menos numerosas.

Após a tal “profunda transformação do meio”, as coisas para os ratinhos. Os animais de coloração mais clara e os animais de coloração escura passaram a levar vantagem e suas populações cresceram. Já os animais de coloração intermediária passaram a levar grande desvantagem e tiveram sua população bastante reduzida.

Assim, o desenvolvimento desta espécie, que antes se desenvolvia estabilizado na coloração média (seleção estabilizadora), sofreu uma ruptura para os dois extremos da curva. A curva de crescimento seu rompeu em duas direções diferentes – seleção DISRUPTIVA.

e)(V) Não existe este negócio de seleção não adaptativa. Eles inventaram só para confundir o candidato.

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09. [D]

 

a)(F) B e C estão isoladas geograficamente. Vivendo em locais isolados onde não podem trocar genes entre si, os dois grupo acumularão cada vez mais diferenças genéticas entre si. Chegará o momento que estarão tão diferentes que atingirão o isolamento reprodutivo, o que caracteriza a ESPECIAÇÃO. O erro da afirmativa está na afirmação “constituirão uma mesma espécie”.

b)(F) Não dá para afirmar com certeza qual será os destino de B e C. Até podem ser extintas, ou … não. Com os dados fornecidos não há como prever o que acontecerá.

c)(F) B NÃO acasalará com C por que existe um isolamento geográfico entre eles. O isolamento impede que os animais se encontrem e troquem genes entre si.

d)(V) B e C constituirão duas novas espécies, desde que o fluxo gênico presente em A permaneça interrompido.

e)(V) B e C estão isoladas geograficamente. Isso significa que não se cruzam e não haverá fluxo gênico entre elas. Como acumulam mutações diferentes, tornar-se-ão espécies diferentes.

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10. [E]

a)(F) A proliferação excessiva das bactérias acaba gerando, inexoravelmente, modificações no material genético das bactérias. De tanta mitose e duplicação do material genético, muitos erros serão cometidos, isto é, muitas mutações serão criadas. Estas modificações genéticas, no entanto, não ocorrem com o objetivo de criar maior resistência aos antibióticos. Até pode ser que isso ocorra, mas, não dá para afirmar isso. Trata-se de uma questão estatística.

b)(F) Bactérias são organismos procariontes e não possuem CARIOTECA nem o sistema de ENDOMEMBRANAS. Sendo assim, bactérias não possuem retículo endoplasmático nem o complexo de Golgi. Já os ribossomos, responsáveis pela síntese de proteínas, estão presentes em seu citoplasma.

c)(F) As mutações são erros aleatórios que ocorrem no material genético principalmente durante a duplicação do DNA. O contato com a química do antibiótico até poderia causar mutações, mas não as mutações específicas necessárias para que a bactéria se torne resistente ao antibiótico. Existe uma probabilidade mínima de que isto aconteça. Assim, não é a resistência provocada pela química do antibiótico a responsável pela existência de superbactérias.

d)(F) Não há intenção no processo evolutivo. Ele acontece aleatoriamente onde mutações aleatórias vão criando diversidade de seres vivos. Quanto maior a diversidade, maior a probabilidade de ocorrer uma forma ou outra de organismo que sobreviva às variações ambientais. Assim, ao longo do tempo, as espécies vão se transformando.

e)(V) O antibiótico foi projetado para matar a bactéria através de sua ação química. Na medida em que a bactéria tem seu metabolismo alterado por mutações aleatórias, existe a chance de ela ficar tão diferente que a química do antibiótico não faça o efeito esperado.

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11. [C]

Quanto maior a altura do bico, maior a força que este bico tem para quebrar sementes.

I.(V) Segundo o gráfico, quanto maior a altura do bico, maior é a taxa de sobrevivência anual. É de se supor que quanto maior a altura do bico, mais forte ele se torna para quebrar sementes maiores e mais duras. Assim, as aves de bicos menores não conseguem sobreviver e as de bicos maiores levam vantagem, daí sua chance de sobrevivência ser maior.

II.(V) Alturas de bicos maiores ou menores são características corporais da aves, isto é, são fenótipos que elas apresentam. O gráfico indica que o fenótipo bico alto tem mais chance de sobrevivência que o fenótipo bico baixo. Darwin em sua teoria da seleção natural afirma que na natureza existe uma luta pela sobrevivência. Uma vez que não há recursos para todos os organismos sobreviverem, eles entram numa competição pelos poucos recursos disponíveis. Os sobreviventes serão aqueles que possuírem as melhores características. Os sobreviventes serão os portadores de fenótipos que lhes confiram maiores chances de sobreviver à competição. Assim, a sobrevivência diferencial de fenótipos se caracteriza como o aspecto focal da teoria evolutiva de Darwin.

III.(F) O gráfico mostra que o processo evolutivo está conduzindo as aves na DIREÇÃO do bico mais alto. O processo evolutivo onde as aves de bico alto tem maiores chances de sobrevivência mostra que a tendência é que populações de aves de bico médio e bico menor diminuam.

Por efeito de comparação, você pode pensar na sobrevivência das bactérias resistentes ao antibiótico. Inicialmente existe uma população enorme de bactérias mais ou menos parecidas entre si, isto é, a grande maioria das bactérias estão próximas da média. Uma ou outra bactéria mutante pode conviver com uma enorme quantidade de bactérias medianas. Com a aplicação do antibiótico pode se dar o fenômeno da seleção. Suponha que a maioria das bactérias sejam sensíveis ao antibiótico. Assim, elas começam a morrer em massa após a aplicação do medicamento. As poucas bactérias mutantes que vivem ali, por casualidade, não sofrem o efeito do remédio. Desta forma, as ditas bactérias normais morrem, enquanto que as mutantes começam a aumentar em número e se tornam dominantes.

A linha vermelha indica onde estava a média de bactérias antes da variação ambiental introduzida pelo antibiótico. Na linha vermelha estava a grande maioria das bactérias amarelas. Depois da aplicação do antibiótico esta maioria morreu. As mutantes vermelhas, que antes eram minoria, não morreram quando expostas ao antibiótico. Após o medicamento passaram a se multiplicar e tornaram-se o tipo dominante naquela população e criaram a nova curva de crescimento. Assim, a seleção provocada pelo remédio, direcional o desenvolvimento das bactérias para a direita, como mostra o gráfico acima.

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12. [A]

DERIVA GENÉTICA – é um mecanismo de evolução no qual as frequências dos genes de uma população se alteram ao longo das gerações, devido a uma ação do acaso.

Vamos aos exemplos:

  1. Imagine um bando de milhares de aves que estão em sua viagem migratória atravessando o Atlântico em direção à África. A milhares de anos esta espécie faz esse movimento. Ao longo da enorme jornada muitas ficam exaustas e não conseguem acompanhar o grupo e vão ficando cada vez mais para trás. Sem terra firme para pousar e descansar, acabam morrendo no oceano. A maioria das aves, porém, segue em sua viagem e completa o ciclo de vida. Temos aqui um caso clássico de seleção natural. Aqueles indivíduos que não estavam aptos à grande viagem migratória, morreram no mar e seus genes não serão passados às gerações seguintes. Essa foi a história destas aves por incontáveis gerações ano após ano.

Este ano, no entanto, as coisas vão ser um pouco diferentes desta rotina milenar. Devido a uma atividade vulcânica submarina inesperada, formou-se uma série de pequenas ilhas na superfície no meio do caminho entre a América do Sul e a África. Um pequeno grupo de aves exaustas de tanto voar e que estava dezenas de quilômetro atrás do grupo principal, tinha seguido numa direção totalmente errada e estava prestes a morrer. Sem forças para continuar sua marcha iriam afogar-se no mar, como sempre aconteceu no passado com as aves mais fracas. Desta vez, porém, as coisas acabaram diferentes. A sorte sorriu para as penosas. Quando elas estavam prestes a entregar os pontos e morrerem, encontraram as ilhotas vulcânica no meio do caminho. Água doce da chuva empoçada entre as pedras para beber. Rochas firmes para pousar o corpo cansado. Peixes frescos e moluscos no mar para um rango bom. Não deu outra! Desceram nas ilhas, desmaiaram e dormiram o dia todo usando o Memorex como travesseiro! Que se dane esta migração do capeta, disseram para si mesmas! Quando acordaram no outro dia perceberam que estavam perdidas e nunca mais achariam o caminho de volta. Moral da história: acabaram vivendo ali, tendo filhos, netos e bisnetos e se tornaram uma nova população de aves daquela espécie.

Vamos aperfeiçoar nosso raciocínio agora:

Em meio ao grupo de aves que iniciou a migração, existia uma grande diversidade genética. Aliás, diversidade genética que existe na maior das espécies do mundo. Aquele grupo de aves que, por pura sorte sobreviveu, devido ao acaso de as ilhas vulcânicas terem se formado, eram representantes de uma pequena variedade de genes que não eram capazes de ter resistência para uma migração tão longa. Em princípio, por seleção natural, seriam eliminadas ao morrerem no mar. Devido ao ACASO, este ano elas sobreviveram e seus genes, minoritários na população principal, DERIVARAM em uma nova população de aves. Houve então uma DERIVA GENÉTICA. Essas aves são representantes das aves mais fracas da espécie e mesmo assim, devido ao acaso, sobreviveram e reproduziram, DERIVANDO em uma nova população de aves que passou a colonizar aquele pequeno arquipélago de ilhotas. Este grupo apresenta uma PEQUENA diversidade genética, uma vez que representa apenas uma pequena parcela das aves da espécie. Poucos indivíduos, pouca diversidade genética, um pouco de sorte, eis a mistura de elementos para a DERIVA GENÉTICA.

Pense que um grande bando de leões é dominado por um macho alfa extremamente forte, ágil e dominador. Esse macho apresenta os melhores genes da espécie e passa estes genes para as fêmeas de seu bando. Vários machos já lutaram com ele pelo comando do bando e morreram. Esse leão era realmente o “cara”. Um dia, um macho fraco, burro, todo sarnento, caolho, meio banguela com uma presa apenas e coçando as pulgas, ou seja, um leão jaguara, encontrou sem querer o bando do leão fortão. Deu cacaca. O fortão pensou que aquele macho estava desafiando seu poder e se posicionou para briga. O coitado do leão jaguara sabia que não tinha chance (Hi, me ferrei-me, pensou). O fortão veio intimidá-lo exibindo seu corpo forte e musculoso, fazendo o chão tremer com seu rugido. O jaguara encolhido, apavorado com o rabo entre as pernas, esperou a morte pelas garras cruéis do fortão… Foi aí que o ACASO sorriu! Quando o fortão se preparava para o golpe final e acabar com a vida do fracote, uma cobra naja que estava ali na boa, atrás de um tronco caído, se assustou com a confusão e cuspiu seu veneno nos zóios do leão fortão. Caramba, o fortão ficou cego de uma hora para outra. O leão jaguara, que não tinha entendido nada do que aconteceu, aproveitou a oportunidade e destruiu a garganta do fortão com seu único dente da boca semibanguela. De uma hora para outra, o mais fraco, o menos capaz, o portador dos piores genes se tornou o macho alfa dominante de um grupo grande de fêmeas. A SORTE lhe acenou. O jaguara matou todos os filhotes do outro leão, coo os leões que ganham as batalhas sempre fazem. Com isso, eliminou aquele tipo de gene. Daí em diante, ele passou a namorar as leoazitas e passar seus genes adiante.

Perceberam que o ACASO faz coisas muito interessantes? Nem sempre é o melhor que sobrevive na luta darwiniana pela vida. Nem sempre no processo de seleção o mais apto sobrevive. Às vezes o ACASO gera situações que DERIVAM em populações inesperadas.

O caso da bactéria mutante sobrevivente ao antibiótico por pura SORTE e que representa a minoria da população bacteriana, é também um bom exemplo de DERIVA GENÉTICA.

I.(F) As mutações são alterações ALEATÓRIAS que ocorrem no material genético de um ser vivo. Se eles são resultado de um processo de deriva genética ou não, é indiferente, não afeta os erros que podem ou não acontecerem no material genético. Em um indivíduo ou em milhões de indivíduos a chance de mutação é a mesma.

II.(F) Para ocorrer a deriva genética é necessário a ação do ACASO e NÃO IGUALDADE de número de machos e fêmeas em uma população. Isso não tem nada a ver. Colocaram só para confundir o aluno.

III.(V) A deriva genética ocorre em populações pequenas, uma vez que pequenas populações derivam de uma maior.

IV.(F) Exatamente o contrário. A deriva genética DIMINUI a variabilidade gênica de uma população. De uma população grande, onde existe uma grande diversidade genética, se isola uma pequena população que irá derivar em uma nova população em um determinado ambiente. Esta nova população se caracterizará por possuir uma PEQUENA diversidade de genes, uma vez que é uma pequena amostra de uma população maior.

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13. [C]

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14. [C]

Vitamina A, retinol, vitamina da VISÃO, tla tla.

Vitamina C de Conjuntivo … tecido conjuntivo rico em fibras colágenas. A vitamina C é também um ANTIOXIDANTE importante.

Vitamina D – calciferol – antirraquítica – metabolismo e absorção de cálcio pelos intestinos.

Vitamina E – vitamina do SE-QUE-XO … TOCOferol … é também uma antioxidante como a Vitamina C.

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15. [A]

***a) O hormônio secretina é produzido por glândulas duodenais e atua sobre o pâncreas, estimulando a liberação do suco pancreático, em especial, na liberação do bicarbonato que alcaliniza o intestino.

b)(F) O hormônio enterogastrona é produzido por glândulas do INTESTINO DELGADO e atua no estômago, INIBINDO a liberação do suco gástrico e a peristalse gástrica (peristalse – contração do estômago).

c)(F) A colecistocinina estimula a liberação da bile pela vesícula biliar e é produzida por glândulas do DUODENO e não do íleo. O íleo está no final do intestino delgado fazendo a ponte com o intestino grosso.

d)(F) O hormônio gastrina é produzido no estômago atua sobre o próprio estômago, ESTIMULANDO a liberação do suco gástrico e a peristalse gástrica.

e)(F) A BILE não possui enzimas. A bile, apenas emulsiona as gorduras, o que facilita a ação das enzimas lipases do intestino. Ela é liberada no duodeno por ação da COLECISTOCININA, hormônio liberado pelo duodeno que na VESÍCULA BILIAR e no pâncreas, estimulando as enzimas do suco pancreático.

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16. [E]

A digestão das gorduras começa, efetivamente, no intestino delgado por ação das enzimas LIPASES liberadas pelo pâncreas no suco pancreático.

No intestino, a digestão se dá em pH ALCALINO (maior que 7).

A BILE, indicada no tubo 5, emulsiona as gorduras, o que facilita a ação das enzimas e justifica o fato de no tubo 5 a gordura ser digerida mais rápido e liberar ácidos graxos e glicerol, produtos da digestão das gorduras.

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17. [B]

b)(incorreta) O ESCORBUTO tem a ver com a carência da vitamina C, a vitamina antioxidante do tecido CONJUNTIVO.

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18. [C]

a)(F) O hormônio secretina é produzido no duodeno, conduzido até o PÂNCREAS, estimulando a secreção do BICARBONATO do suco pancreático.

b)(F) O hormônio gastrina é produzido no estômago e atua no PRÓPRIO ESTÔMAGO, estimulando a liberação do suco gástrico e das contrações estomacais (peristalse).

c)(V)

d)(F) É o hormônio enterogastrona que, produzido no intestino delgado, é transportado ao ESTÔMAGO onde INIBE AS CONTRAÇÕES PERISTÁLTICAS. O hormônio que faz a liberação do suco gástrico é a GASTRINA, produzida pelo próprio estômago.

e)(F) O hormônio colecistocinina produzido no DUODENO e não no fígado, estimula as contrações da vesícula biliar e, consequentemente, a liberação de bile para o duodeno. A bile NÃO tem enzimas digestivas. A BILE emulsiona as gorduras, o que facilita as enzimas pancreáticas a digerirem as gorduras e transformá-las em ácidos graxos e glicerol.

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19. [A]

a)(V) Esta enzima funciona em pH 2 – extremamente ácido. Somente o estômago tem um pH próximo desta acide. No estômago age a enzima PEPSINA, iniciando a digestão das proteínas. Por sua ação, proteínas são convertidas em fragmentos protéticos, as peptonas ou cadeias peptídicas.

Para evitar a autodigestão, as glândulas gástricas produzem uma pepsina inativa chamada PEPSINOGÊNIO. Assim, o estômago evita que a digestão das suas próprias células glandulares. O PEPSINOGÊNIO, quando lançado no estômago, encontra um pH ácido e se converte em PEPSINA ATIVA e dá início à digestão das proteínas.

b)(F) Quem desdobra polissacarídeos em dissacarídeos, tipo AMIDO em MALTOSE é a enzima PTIALINA, produzida pelas glândulas salivares na BOCA em pH neutro ou levemente ácido ou básico.

c)(F) B age em pH por volta de 7, ou seja, quase neutro. Trata-se da enzima PTIALINA que desdobra AMIDO em dissacarídeos de MALTOSE. Ver comentário da alternativa anterior.

d)(F) A enzima que é produzida sob estímulo do hormônio gastrina é a PEPSINA e não a ptialina (B).

e)(F) C é uma enzima que funciona em pH ALCALINO sendo, portanto, uma enzima que atua no intestino. O PÂNCREAS libera no intestino as enzimas como TRIPSINA e QUIMOTRIPSINA que atuam na digestão de proteínas. A pegadinha é a seguinte: as PROTEÍNAS iniciam sua digestão no ESTÔMAGO por ação da PEPSINA.

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20. [E]

a)(F) O amido é COMEÇA a ser digerido pela ptialina existente na saliva e o produto da digestão é absorvido no INTESTINO DELGADO e não na boca e no esôfago.

b)(F) As proteínas são COMEÇAM a ser digeridas pela pepsina, produzida nas glândulas gástricas e sua absorção ocorre no INTESTINO DELGADO e não no estômago.

c)(F) Os lipídios são digeridos pela lipase produzida no PÂNCREAS e não na vesícula biliar. Sua absorção ocorre no intestino DELGADO e não no intestino grosso. O INTESTINO GROSSO absorve principalmente água e sais minerais (eletrólitos).

d)(F) A celulose NÃO é absorvida pelo intestino humano, uma vez que o ser humano não possui enzimas para digeri-la. A CELULOSE, presente nos vegetais, entra pela boca e sai pelo fiofó sem ser absorvida.

e)(V) A glicose, assim como água, álcool e sais minerais, sendo moléculas extremamente pequenas, não necessitam de desdobramento por enzimas digestivas e sua absorção ocorre, principalmente, no intestino delgado.

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