Aula 15

Publicado por Ricardo Gaúcho Em 15 junho 2010 2 Comentários
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15.01. [d]

Como morcego e baleia são mamíferos e mamíferos apresentam os mesmos ancestrais comuns, seus membros do corpo são, portanto, estruturas homólogas.

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15.02. [e]

As patas dos caranguejos tem em comum com as patas dos répteis apenas a função, embriologia, anatomia, genética são completamente diferentes e não sugerem nenhum tipo de parentesco evolutivo, sendo, por isso, classificadas como estruturas análogas. O mesmo pode ser dito das asas de insetos e asas de aves.

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15.03. [c]

Órgãos vestigiais são vestígios de órgão que no passado exerciam funções ativas e normais. Quando duas espécies diferentes apresentam órgãos vestigiais iguais, isso pode significar uma ancestralidade comum e se constituir numa forte evidência evolutiva.

Exemplos:

1. Nós humanos temos músculos nas orelhas e, no entanto, nao somos capazes de movê-las como os cachorros fazem com eficiência. Isto indica que no passado, ancestrais deveriam ter utilidade para esta musculatura.

2. Apêndice intestinal. Em nós, esta estrutura do intestino não apresenta uma função importante. Em animais herbívoros como a vaca, o apêndice é enorme e associado com a digestão da celulose.

3. Pelos no corpo humano não desempenham nenhuma função importante, mas, são vestígios da cobertura de pelos que nossos ancestrais deveriam ter.

4. Ossos das pernas em baleias são vestígios de sua ancestralidade de animais terrestres.

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15.04. [a]

A incrível semelhança genética entre humanos e camundongos sugere a existência de ancestrais comuns em dado momento do passado evolutivo.

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15.05. [e]

Anagênese ocorre quando uma espécie origina outra ao longo do tempo . O contrário da anagênese é a cladogênese, quando uma espécie origina outras por bifurcação.

Convergência evolutiva ocorre quando espécies diferentes são selecionadas por um mesmo critério. Um exemplo disto é a forma hidrodinâmica muito semelhante de animais marinhos que não apresentam parentesco direto. Ao longo do tempo foi sobrevivendo apenas aqueles animais que tinha a melhor forma hidrodinâmica que permitia maior velocidade de fuga de predadores bem como melhor velocidade para caçar suas presas. Animais diferentes, em seus caminhos evolutivos, acabaram CONVERGINDO para formas semelhantes. Este fenômeno é conhecido como evolução convergente ou convergência evolutiva.

Irradiação evolutiva ocorre quando vários grupos de organismos diferentes têm um ancestral comum. O ancestral se dispersou para várias direções e conquistou diferentes ambientes. Isolados nestes ambientes, seus descendentes foram acumulando mutações diferentes em áreas diferentes. Assim, os descendentes que forma para norte enfrentaram o frio e a dureza do clima gélido. Foram selecionados por aspectos bem diferentes daqueles descendentes que foram para as zonas quentes das terras do sul. Seus corpos foram selecionados por critérios adaptativos ao calor e ao sol intenso, enquanto que seus parentes no norte foram selecionados pela capacidade de suportar o frio. Apesar de apresentarem corpos relativamente diferentes, eles são parentes entre si e apresentam uma mesma origem. Eles irradiaram a partir dos ancestrais, daí o nome irradiação adaptativa ou evolução divergente.

 

Cladogênese – ver primeiro comentário desta questão.

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15.06. [a]

A alternativa “a” é a única que apresenta dois exemplares do mesmo filo, o que indica um parentesco maior do que entre animais de filos diferentes.

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15.07. [d]

Homologias indicam estruturas que têm origens embrionárias iguais e não diferentes como afirmado.

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15.08. [d]

Tubarão e golfinho seguem caminhos evolutivos divergentes. O tubarão segue numa direção e o golfinho em outra. No entanto, em relação ao quesito forma hidrodinâmica, coincidentemente, há uma convergência evolutiva, o que, por sua vez, não indica que uma espécie está se transformando em outra. No ambiente aquático, a forma hidrodinâmica do corpo proporciona maior velocidade de fuga para os ataques dos predadores e bem como maior velocidade para perseguir e caçar as presas. Assim, ao longo do tempo, as duas espécies foram sendo selecionadas pela mesma característica, daí sua semelhança tratar-se apenas de uma coincidência. Grupos distintos, sem parentesco direto, foram selecionados por apresentarem características semelhantes. Animais diferentes, em seus caminhos evolutivos, acabaram CONVERGINDO para formas semelhantes. Este fenômeno é conhecido como evolução convergente ou convergência evolutiva. Observe o formato dos animais:

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15.09. [b]

Rãs, crocodilos e hipopótamos seguem caminhos evolutivos diferentes e divergentes. No entanto, em relação ao quesito alinhamento do corpo, coincidentemente, há uma convergência evolutiva, o que, por sua vez, não indica que as espécies estão se transformando umas nas outras. Trata-se apenas de uma coincidência. A seleção natural valorizou critérios de disfarce semelhantes em ambientes semelhantes. Observe que o corpo dos três animais fica escondido abaixo da linha da água, enquanto apenas os olhos ficam para fora. Tendo os corpos menos expostos, a chance de os predadores percebê-los é menor. Da mesma forma em relação às presas. Quanto mais escondido o corpo, menor é a chance de uma presa perceber a aproximação do predador. Animais diferentes, em seus caminhos evolutivos independentes, foram selecionados por apresentarem um formato parecido de corpo. Animais diferentes, em seus caminhos evolutivos, acabaram CONVERGINDO para formas semelhantes. Este fenômeno é conhecido como evolução convergente ou convergência evolutiva.

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15.10. [b]

Quanto mais semelhantes as sequências de DNA, maior será o grau de parentesco entre os organismos estudados. Antigamente a taxonomia era baseada na semelhança visual e morfológica que os organismos apresentavam entre si, porém, a genética mostrou que nem sempre semelhança de corpos indicava parentesco direto. Semelhanças de corpo às vezes eram resultados de processos de convergência evolutiva e não de parentesco (veja o caso da evolução convergente discutida no teste 15.09).

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15.11. [a]

Espécies completamente diferentes evoluíram conjuntamente numa relação onde uma se beneficiava da outra. Ao longo do tempo, o processo de seleção natural foi ajustando formato de flor e formato de bico num processo denominado de coevolução (um evoluindo com outro, daí o prefixo “co”, como em coparticipação e colaboração, por exemplo).

A coevolução é um processo onde um organismo evolui COM outro (coevoluir = co-evoluir = evoluir com outro). Assim, o predador e a presa evoluem em conjunto, isto é, coevoluem. O leão, por exemplo, não caça qualquer zebra que ele bem deseja. Ele somente caça aquelas zebras que ele consegue pegar em função de sua astúcia e destreza. As zebras que o predador consegue abater, por sua vez, são aquelas que possuem uma visão deficiente, um reflexo de fuga deficiente, uma capacidade de fuga deficiente, uma capacidade auditiva deficiente, e assim por diante. Desta forma, matando esse tipo de animal, o leão está “purificando” geneticamente as zebras e impede que genes de baixa qualidade passem para as futuras gerações de zebras. Por outro lado, a recíproca é verdadeira. Na medida em que os leões matam a zebras problemáticas, fica cada vez mais difícil para eles mesmos caçarem as danadas, pois, as sobreviventes são cada vez mais ágeis e espertas na arte de fugir do predador. Dessa forma, alguns leões não conseguem caçar e morrem de fome sem levar comida para seus filhotes que morrem também. Ora, os leões que morrem por não conseguirem caçar as zebras espertas que foram selecionadas ao longo do tempo são aqueles leões portadores de genes de baixa qualidade. Leões que correm pouco, que têm pouca força, que ouvem mal, que tem visão ruim, etc. Morrendo, não passam seus genes para frente e livram as futuras gerações de leões destas deficiências.

Nesse ponto cabe uma nova pergunta: São os leões que purificam geneticamente as zebras ou são as zebras que purificam geneticamente os leões? São os leões que selecionam as zebras ou são as zebras que selecionam os leões?

Assim, agindo em conjunto um sobre o outro, leões e zebras se tornam cada vez mais adaptados a seus ambientes na medida em que o tempo passa. Caso o leão vire amiguinho da zebra e não a mate, as zebras portadoras de genes de baixa qualidade genética não morrerão e transferirão seus genes deficientes para as próximas gerações. Isso, por sua vez, determinará a degeneração das zebras do futuro. Essa percepção nos leva a mais uma pergunta: Quem é o melhor amigo da zebra?

Fica claro agora que, leão e zebra, predador e presa, evoluem juntos, isto é, coevoluem.

O mesmo raciocínio pode ser desenvolvido na relação parasita e hospedeiro. O parasita não mata qualquer hospedeiro, mas, somente aquele que tem um sistema imunológico mais fraco. Novamente temos a purificação genética recíproca e uma coevolução.

No processo de coevolução, de acordo com o que é afirmado no enunciado do teste, ambas as espécies apresentam um interligação e uma interdependência. Das respostas apresentadas a única que não corresponde a essa interdependência é o comensalismo. No comensalismo, apenas uma das espécies participantes da relação se beneficiam. Pense no caso da rêmora que come os restos do tubarão. Para o tubarão pouco importa se ela come ou não seus restos alimentares. Nesse caso, tente perceber que tipo de influência a rêmora gera no tubarão… Nenhuma! Dessa forma podemos perceber que não há uma interdependência a ponto de gerar uma coevolução.

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15.12. [e]

Na irradiação adaptativa, um ancestral se dispersa por um ambiente. Em regiões diferentes a seleção natural age de forma diferente, o que dará origem à espécies diferentes.

Irradiação evolutiva ocorre quando vários grupos de organismos diferentes têm um ancestral comum. O ancestral se dispersou para várias direções e conquistou diferentes ambientes. Isolados nestes ambientes, seus descendentes foram acumulando mutações diferentes em áreas diferentes. Assim, os descendentes que forma para norte enfrentaram o frio e a dureza do clima gélido. Foram selecionados por aspectos bem diferentes daqueles descendentes que foram para as zonas quentes das terras do sul. Seus corpos foram selecionados por critérios adaptativos ao calor e ao sol intenso, enquanto que seus parentes no norte foram selecionados pela capacidade de suportar o frio. Apesar de apresentarem corpos relativamente diferentes, eles são parentes entre si e apresentam uma mesma origem. Eles irradiaram a partir dos ancestrais, daí o nome irradiação adaptativa ou evolução divergente.

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15.13. [e]

Relação de definições com sua respectiva definição.

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15.14. 31 (01, 02, 04, 08, 16)

01.(V) Normalmente corpos parecidos (fenótipos parecidos), implicam em genes semelhantes. Genes semelhantes implicam em origem comum e parentesco entre si (ancestrais comuns). Daí, então, a ideia de um grupo originar outro evolutivamente.

02.(V)

04.

08.(V) Pense na hemoglobina sanguínea do homem e do chimpanzé, por exemplo. Esta proteína transportadora de gases apresenta, nos dois animais, praticamente a mesma sequência de aminoácidos na cadeia peptídica. Na medida em que as proteínas dos dois animais apresentam a mesma sequência de aminoácidos, significa que as moléculas de RNAmensageiro que orientaram os ribossomos na síntese de proteínas apresentava a mesma sequência de nucleotídeos, isto é, os mesmos códons. Ora, se as moléculas de RNAmensageiro apresentam a mesma sequência de nucleotídeos, significa dizer que no DNA que deu origem as estes RNAmensageiros, apresentava também uma mesma sequência de nucleotídeos. Como pode organismos diferentes apresentarem sequências iguais de nucleotídeos em seu material genético? A melhor resposta é aceitar que existe um parentesco entre eles, ou seja, homem e chimpanzé são descendentes de um ancestral comum que já apresentava esta sequência de nucleotídeos (gene).

16.(V) Quanto mais parecida for a sequência de nucleotídeos de uma molécula de DNA de organismos diferentes, maior será o parentesco entre eles. Leia o comentário do anterior (08).

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15.15. [a]

Espécies diferentes foram selecionadas por um critério semelhante. Neste sentido, portanto, elas convergem.

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15.16. [a]

a)(incorreta) Na seleção disruptiva, o tipo médio é reduzido porque leva grande desvantagem e NÃO para impedir a competição entre os tipos desviantes extremos. Os tipos extremos levam vantagem, não morrem e se reproduzem, já o tipo médio sofre, de alguma forma, uma desvantagem, o que explica sua redução.

 

b)(V) O gráfico mostra que os tipos encontrados nos extremos da curva sofrem desvantagem e têm suas populações reduzidas. Isso caracteriza a seleção estabilizadora. O processo de seleção estabilizadora tende a preservar os indivíduos que se encontram na média entre os tipos extremos.

c)(V) O gráfico C mostra que a tendência é o aumento da população de caracóis escuros que podem, como afirmado, estarem levando vantagem pela camuflagem que sua cor pode oferecer contra predadores. Além disto, é boa destacar que o gráfico representa um processo de seleção direcional, uma vez que a tendência de desenvolvimento dos caracóis aponta para a direção da coloração escura.

d)(V) A seleção natural está sempre atuando, mesmo que as condições sejam estáveis. As disputas pelos poucos recursos do ambiente sempre está presente. Os melhores em conseguir recursos vão sobrevivendo por mais tempo e vão passando seus genes vencedores para as próximas gerações.

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15.17. [c]

A especiação simpátrica ocorre numa mesma área, sem a necessidade de isolamento geográfico acentuado, daí a interação persistente entre os grupos.

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 15.18. [b]

II.(F) O homem e o canguru, uma vez que são mamíferos e pertencem a mesma classe, apresentam um parentesco maior do que homem e peixe, que se encontram classificados em classes diferentes.

III.(V) Pombo e patos são aves e apresentam um grau de parentesco mais próximo que entre os mamíferos. Isso não quer dizer que o pato não é parente do porco. São parentes, só que mais distantes. Os répteis antigos ramificaram nos répteis atuais, nas aves e nos mamíferos.

IV.(V) Todos os vertebrados são descendentes dos primeiros vertebrados que surgiram ao longo da escala evolutiva. Assim, todos os vertebrados são parentes entre si e apresentam semelhanças estruturais, embriológicas, bioquímicas e genéticas.

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15.19.

a) Devido ao isolamento geográfico, mutações diferentes foram se acumulando nos grupos diferentes. Assim, ao longo do tempo, acumularam tantas diferenças genéticas que passaram a se tornar grupos distintos ou espécies diferentes.

b) A espécie E é aquela que mais se assemelha com a espécie ancestral, pois, segundo o gráfico, ela não sofreu nenhuma alteração.

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15.20.

A presença dos dentes de sabre indica analogia, uma vez que Barbourofelis e Smilodon são ramificações de famílias diferentes.

* apenas os retângulos sombreados representam os tigres-dentes-de-sabre.

Observe que os ancestrais dos dois tigres-sabre não apresentavam esta característica (Nimravidae e Felidae).

Ela surgiu, provavelmente, por meio de mutações que devem ter ocorrido aleatoriamente.

O interessante é que, por coincidência e não por parentesco, os dois animais (Barbourofelis e Smilodon) acabaram desenvolvendo a mesma característica de dente de sabre, o que caracteriza a ANALOGIA e não a homologia (parentesco).

Imagine que um erro genético ocorra em alguém de tua família e um descendente acaba nascendo com o cabelo azul. Por uma coincidência incrível, mas possível, um erro muito semelhante ocorra em alguém da minha família e nasce alguém também de cabelo azul. 

Claro que nossas famílias têm ancestrais comuns lá num passado mais distante. No entanto, não podemos dizer que os dois casos de cabelos azuis se deram por parentesco devido aos ancestrais do passado. Afinal, foram erros que aconteceram nesta geração e não nas gerações passadas.

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2 Comentários até ao momento.

  1. Letícia disse:

    Professor, na 15.20, por que a característica é análoga se as duas espécies têm um ancestral comum?
    Valeu 🙂

    • Ricardo Gaúcho disse:

      Oi Letícia
      Observe que os ancestrais dos dois tigres-sabre não apresentavam esta característica (Nimravidae e Felidae).
      Ela surgiu, provavelmente, por meio de mutações que devem ter ocorrido aleatoriamente.
      O interessante é que, por coincidência e não por parentesco, os dois animais (Barbourofelis e Smilodon) acabaram desenvolvendo a mesma característica de dente de sabre, o que caracteriza a ANALOGIA e não a homologia (parentesco).
      Imagine que um erro genético ocorra em alguém de tua família e um descendente acaba nascendo com o cabelo azul. Por uma coincidência incrível, mas possível, um erro muito semelhante ocorra em alguém da minha família e nasce alguém também de cabelo azul. Claro que nossas famílias têm ancestrais comuns lá num passado mais distante. No entanto, não podemos dizer que os dois casos de cabelos azuis se deram por parentesco devido aos ancestrais do passado. Afinal, foram erros que aconteceram nesta geração e não nas gerações passadas. Dê uma boa pensada aí e me diga o que achou.

      abraçãozãobão !!!

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