Extensivo – Aula 29

Publicado por Ricardo Gaúcho Em 29 outubro 2012 Sem Comentários
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Aula 29 – Noções de Imunologia – II

29.01. (A)

a)(V)

b)(F) A “patogenicidade potencializada” significa dizer que a patogenicidade foi aumentada. Patogenia é sinônimo de doença. Ora, se a patogenicidade foi aumentada significa que o agente está mais perigoso que antes, o que, por sua vez, não é uma boa técnica para imunização.

c)(F) A vacina é composta pelo antígeno inativo ou abrandado e não pelo anticorpo. O anticorpo é uma proteína da classe imunoglobulina produzida pelo sistema imunológico em resposta de defesa a um antígeno invasor.

d)(F) O soro é utilizado não como profilaxia (prevenção)  e sim como forma de tratamento. O soro não estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos de defesa. O soro é o anticorpo pronto produzido por outro organismos e inoculado em um indivíduo doente.

e)(F) Ver comentário anterior.

29.02. (C)

Animais peçonhentos podem inocular antígenos muito poderosos que, muitas vezes, têm ação tão devastadora que não permitem tempo suficiente para o organismo produzir os anticorpos e neutralizar seus efeitos. O sujeito morre ou tem sérios prejuízos orgânicos antes que suas defesas consigam agir. Nestes casos emergenciais é necessário tratamento por aplicação do soro específico como, por exemplo, o soro antiofídico para picadas de cobras, soro antitetânico para infecções bacterianas de tétano, soro antiaracnídico para picada de aranha, soro anti-rábico para contaminação pelo vírus da raiva, etc.

O soro consiste na inoculação do anticorpo pronto produzido por outros organismos. Lembre do caso do soro antiofídico que pode ser produzido por cavalos, posteriormente isolado do plasma e depois inoculados em humanos quando são picadas por cobras peçonhentas.

29.03. (A)

O fato de o brasileiro estar exposto a um maior número de doenças pode ser explicado em função da tropicalidade da nossa região geográfica. Tal posição do Brasil favorece o desenvolvimento de um número maior de organismos patogênicos e de animais vetores de doenças do que o verificado na Europa. Ora, na medida em que o brasileiro está exposto a um maior número de organismos patogênicos, é de se esperar que seu sangue também apresente uma maior quantidade de anticorpos (imunoglobulinas) quando comparado ao sangue de europeus. Com maior exposição à doenças, o sistema imune dos brasileiros acaba sendo mais estimulado e produz maior quantidade e diversidade de anticorpos. Daí, então, o raciocínio desenvolvido no enunciado do teste.

A albumina é uma proteína do nosso plasma produzida pelo fígado. A taxa normal de albumina no plasma é de 3,5 a 4,5g/dl (gramas por decilitro).

Funções da Albumina

* Manutenção da pressão osmótica..

* Transporte de hormônios lipossolúveis.

* Transporte de ácidos graxos livres.

* Controle do pH.

A albumina é fundamental para conservar o estado nutricional e manter os líquidos circulando dentro dos vasos. A albumina não tem relação direta com o sistema imunológico.

29.04. (B)

a)(F) Caso os europeus fizessem uso de mais vacinas para prevenir diferentes doenças eles deveriam apresentar uma quantidade maior de anticorpos (imunoglobulinas), uma vez que as vacinas estimulam a produção anticorpos para o combate de antígenos.

b)(V) O fato de os brasileiros apresentarem mais imunoglobulinas (anticorpos) que os europeus indica que os brasileiros tem seu sistema imune mais estimulado. Uma possível explicação seria que os brasileiros são expostos a uma maior variedade de doenças (antígenos) que os europeus, o que explica sua maior quantidade de anticorpos. Lembre que os anticorpo são produzidos pelo sistema imunológico em respostas aos antígenos. Assim, quanto maior a diversidade de antígenos que entramos em contato ao longo da vida, maior e mais diversificada será a quantidade de anticorpos produzidas pelo organismo. Ver comentário do teste 29.03.

c)(F) Ora, se os antígenos são mais resistentes, isto significa que o sistema imune vai ter dificuldades em combatê-los. Talvez o indivíduo nem ao menos sobreviva para contar a história, muito menos para produzir os anticorpos a tempo!

d)(F) Não existe anticorpo mais ou menos eficiente. Existe anticorpo que funciona e o indivíduo sobrevive para continuar pagando mensalidade, ou o anticorpo não funciona e o indivíduo morre devido a ação letal do antígeno e babaus para a arrecadação. Não existe anticorpo meia boca. Ou ele age e inutiliza o antígeno para o qual foi fabricado ou não age e o antígeno está livre para agir e devastar a saúde.

e)(F) Os europeus são menos resistentes, uma vez que são expostos a um menor número de doenças e possuem menos anticorpos.

29.05. (A)

a)(V)

b)(F) Remédio é agente que cura ou alivia os sinais e sintomas de uma doença. A vacina, por sua vez, não cura nenhuma doença, o que retira sua candidatura à categoria de remédio. Vacina é um procedimento de saúde que visa a prevenção da doença e não seu tratamento. A vacina objetiva estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos antes que a doença se instale no indivíduo e manifeste seus efeitos negativos. Uma vez instalada a doença a pessoa precisará do remédio e não da vacina. A vacina para quem já está doente apenas complica ainda mais a situação, pois inocula no indivíduo contaminado uma carga ainda maior de antígenos. Se estava ruim com a doença instalada, com a vacina fica pior! Vacina não é tratamento (remédio) é profilaxia (prevenção).

29.06. (C)

Ver fig. do teste 29.03

29.07. (C)

Ver fig. do teste 29.05

29.08. (E)

Ver fig. do teste 29.05

29.09. (B)

III-(F) O soro é um tratamento constituído na inoculação de anticorpos (proteínas da classe imunoglobulina) prontos em um indivíduo adoecido por um determinado antígeno. Quando uma pessoa está doente e precisa de tratamento por soro não se inocula nela células como os leucócitos e eritrócitos, conforme afirmado no item.

IV-(F) Os anticorpos não são antígenos. Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa. Os anticorpos são proteínas produzidas pelo sistema imunológico em resposta a um determinado antígeno.

29.10. (A)

a)(V) A perda de eficácia da vacina se deve ao fato de o vírus sofrer alguma alteração na composição química da cápsula. Dessa forma, os anticorpos produzidos por estímulo dessa vacina também perdem sua eficiência, uma vez que existe uma especificidade entre o anticorpo e o antígeno. Assim, se o antígenos sofre uma mudança, o anticorpo perde a sua eficiência.


29.11. (B)

29.12. (D)

Ver fig. do teste 29.05

29.13. (D)

I. (V) Na medida em que as pessoas são devidamente instruídas e o saneamento é feito de forma adequada, muitas doenças relativamente comuns podem ser erradicadas.

II. (F) Estas verminoses são endêmicas, uma vez que ocorrem permanentemente nas mesmas regiões e não epidêmicas como é afirmado.

III. (V) Tanto o mal de Chagas quanto a malária ocorrem em zonas determinadas e conhecidas, são, portanto, endêmicas.

O mapa mostra a distribuição endêmica do mal de Chagas na América Latina.

29.14. (D)

a)(F) Para que a pessoa fique imunizada é necessário que ela mesma produza os anticorpos, pois desta forma a memória imunológica é acionada. A utilização de anticorpos sintéticos, conforme afirmado, tem a ver com o conceito de soro e não com o conceito de vacina.

b)(F) Ver comentário anterior.

c)(F) O vetor de uma doença não tem nenhuma relação direta com a vacina. Lembre que a vacina contém o agente causador (agente etiológico) da doença na forma inativada ou abrandada, o que, por sua vez, estimula o sistema imunológico a produzir os anticorpos. Para isso não é preciso nenhum contato com o vetor que transmite a doença. Não é o vetor que estimula a produção de anticorpos.

d)(V)

e)(F) Ver comentário da afirmativa “A”.

29.15.  (E)

a)(F) A vacina da gripe tem ação anual, uma vez que o vírus está em constante processo de mutação genética. Na medida em que o antígeno muda, os anticorpos perdem sua eficácia, uma vez que existe uma relação de especificidade entre os anticorpos e o antígeno.

b)(F) Ver explicação anterior.

c)(F) O anticorpo produzido pelo sistema imune se caracteriza por sua especificidade em relação ao antígeno. Assim, para cada antígeno diferente será produzido um anticorpo diferente. O vírus da gripe humana e da gripe aviária são antígenos diferentes, o que implica em dizer que serão formados anticorpos diferentes.

d)(F) O vírus é um parasita obrigatório e necessita, portanto, de células vivas para que possa completar seu ciclo. O erro da alternativa está na solução estéril.

e)(V) Na medida em que vamos envelhecendo nosso corpo vai se tornando cada vez menos eficiente. Isto vale também para nossa capacidade imunológica que vai decaindo com o tempo. Uma doença que na juventude o sistema imune agia rapidamente, terá mais chance de se manifestar já que a reação idoso é mais lenta e menos eficiente. Por esta razão se preconiza a vacinação para esta faixa de idade.

29.16. (B)

Lembre que a vacina estimula o sistema imunológico a produzir os anticorpos. Os anticorpo são proteínas produzidas pelos ribossomos, armazenadas no complexo de Golgi, e sua produção depende de energia liberada pelas mitocôndrias.

O lisossomo não tem nada a ver com o processo de síntese protéica, no caso síntese de anticorpo pelo sistema imune. Por isto as alternativas A, C, D e E.

29.17. (B)

a)(F) O vírus da AIDS apresenta RNA e não DNA.

b)(V) Uma vez que a taxa de mutação do vírus da AIDS é muito alta, torna-se difícil a produção de uma vacina eficiente contra todas as variedades virais. Na medida em que o antígeno muda, os anticorpos perdem sua eficácia, uma vez que existe uma relação de especificidade entre os anticorpos e o antígeno.

29.18. (E)

II-(F) Epidemia é igual a Endemia???

29.19.

BCG ─ tuberculose

Tríplice ─ difteria, coqueluche e tétano

Sabin ─ poliomielite

Antiamarílica ─ febre amarela

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